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Autismo no Roda Viva

  • Foto do escritor: Bruno Ragassi - PITADAS CLÍNICAS
    Bruno Ragassi - PITADAS CLÍNICAS
  • 6 de mai.
  • 2 min de leitura


Depois da entrevista do Dr. José Salomão Schwartzman. O roda viva trouxe uma excelente entrevista com a Dra. Maria Cristina Kupfer, professora titular da USP.

Eu vou mencionar aqui alguns pontos importantes dessa entrevista - relativos ao trabalho da psicanálise com o autismo-. 1 - A linha de trabalho da Dra. Kupfer considera o autismo uma estrutura - estrutura é uma posição subjetiva que o sujeito se coloca em relação ao Outro -, ou seja, "um modo de ser'' (para falar em uma linguagem mais acessível).

2 - O autismo não é uma doença, não é uma deficiência, e suas causas são multifatoriais. É preciso considerar a neurobiologia, desenvolvimento e contexto cultural em sincronia.

3 - O tratamento psicanalítico do autismo envolve uma ESCUTA, e não uma técnica comportamental de intervenção. Essa escuta é qualificada por uma teoria psicanalítica cuja eficácia está em localizar e tratar o sofrimento humano. Escutando o autista, na medida de suas possibilidades, é possível entender como ele sofre, por quê sofre e manejar o contexto social desse paciente. É preciso entender o que o autista busca, quais suas necessidades e quais seus desejos, para daí DEPOIS DISSO, propor alguma intervenção; baseada na fala do autista e não do especialista. 4 - O psicanalista não leva o autista para o divã ( exceto os que podem suportar esse lugar), mas trabalha em conjunto com a escola, com os professores com os educadores, etc, promovendo uma escuta qualificada desse paciente para que suas necessidades possam ser atendidas da melhor forma, priorizando sua subjetividade e modo de estar no mundo. A psicanálise não promove técnicas comportamentais, pois o próprio ambiente vai mostrar como o autista se comporta. 5 - A psicanálise não á contra o ABA - análise do comportamento-, mas sustenta que esse método só vai ser útil para os pacientes que suportam , querem e desejam esse método. Dentro do trabalho com o autismo, psicanálise, aba e outros saberes podem conviver no sentido de uma abordagem multiprofissional.

6 - A psicanálise é atacada não porque não funciona, mas porque questiona e necessidade de se ter um saber médico hegemônico sobre o autismo. Nenhuma abordagem pode se arrogar ser a melhor, poisnenhuma pesquisa prova isso. A decisão política de considerar tudo neurobiológico é questionada pela psicanálise e por isso ela é atacada politicamente. PS: Não foi usada IA para fazer essa postagem. Segue a nexo a entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=phj-6gAz-Vw

 
 
 

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